Um homem que aplica o seu trabalho a investir objectos de valor pela criação de uma utilidade de qualquer tipo não pode esperar que esse valor seja reconhecido e pago a não ser que outros homens possuam os meios de o comprar. Mas em que é que consistem estes meios? Em outros valores de outros produtos, frutos do trabalho, do capital ou da terra. O que nos conduz à conclusão, que pode à primeira vista parecer paradoxal, nomeadamente, que é a produção que abre uma procura por produtos.
Se um comerciante dissesse, “Eu não quero outros produtos em troca das minhas mercadorias, eu quero dinheiro”, não seria difícil convencê-lo de que os seus clientes não lhe poderiam pagar em dinheiro sem que, primeiro, o tivessem obtido pela venda de quaisquer outras mercadorias que possuíssem. (…)
Assim, dizer que as vendas estão fracas por causa da falta de dinheiro é fazer passar os meios pela causa (…). Não se pode dizer que as vendas estão fracas porque falta dinheiro, mas porque falta produção. (…)
Esta observação é aplicável a todos os casos, onde quer que haja uma oferta de bens ou serviços no mercado. Estes encontrarão universalmente a maior procura naqueles lugares onde a maioria dos valores são produzidos (…).
Desta importante verdade pode ser deduzidas as seguintes importantes conclusões:
1. Que, em qualquer sociedade, quanto mais numerosos sejam os produtores, e quanto mais variada seja a sua produção, mais prontos, numerosos e extensos são os mercados para essa produção (…).
2. Que cada indivíduo tem interesse na geral prosperidade de todos, e que o sucesso de um ramo da indústria promove o de todos os outros. Na verdade, qualquer que seja a profissão ou linha de negócio a que um homem se possa dedicar, ele é melhor pago e mais rapidamente encontra emprego na proporção em que vê outros progredirem igualmente em seu torno. Um homem de talento, que atrofia num estado da sociedade retrógrado, encontrará mil caminhos para fazer valer as suas faculdades numa sociedade florescente que pode suportar empregar e recompensar a sua perícia. Um comerciante estabelecido numa cidade rica e populosa pode vender a muito mais clientes do que aquele que se estabelece numa região pobre, com uma população naufragada na indolência e na apatia.
3. (…) Não se verifica um prejuízo para a indústria e produção interna ou nacional em comprar e importar bens do estrangeiro; porque nada pode ser comprado a estrangeiros a não ser com produtos nativos, os quais encontram uma janela no comércio externo. (…)
4. O mesmo princípio conduz à conclusão que o encorajamento do mero consumo não traz benefício ao comércio; porque a dificuldade subsiste em suprir os meios, não em estimular o desejo de consumir (…). Logo, deve ser o fim do bom governo estimular a produção e do mau governo estimular o consumo.
Jean-Baptiste Say, A Treatise on Political Economy, apud Henry Hazlitt, The Critics of Keynesian Economics, páginas 12 a 22-
Se um comerciante dissesse, “Eu não quero outros produtos em troca das minhas mercadorias, eu quero dinheiro”, não seria difícil convencê-lo de que os seus clientes não lhe poderiam pagar em dinheiro sem que, primeiro, o tivessem obtido pela venda de quaisquer outras mercadorias que possuíssem. (…)
Assim, dizer que as vendas estão fracas por causa da falta de dinheiro é fazer passar os meios pela causa (…). Não se pode dizer que as vendas estão fracas porque falta dinheiro, mas porque falta produção. (…)
Esta observação é aplicável a todos os casos, onde quer que haja uma oferta de bens ou serviços no mercado. Estes encontrarão universalmente a maior procura naqueles lugares onde a maioria dos valores são produzidos (…).
Desta importante verdade pode ser deduzidas as seguintes importantes conclusões:
1. Que, em qualquer sociedade, quanto mais numerosos sejam os produtores, e quanto mais variada seja a sua produção, mais prontos, numerosos e extensos são os mercados para essa produção (…).
2. Que cada indivíduo tem interesse na geral prosperidade de todos, e que o sucesso de um ramo da indústria promove o de todos os outros. Na verdade, qualquer que seja a profissão ou linha de negócio a que um homem se possa dedicar, ele é melhor pago e mais rapidamente encontra emprego na proporção em que vê outros progredirem igualmente em seu torno. Um homem de talento, que atrofia num estado da sociedade retrógrado, encontrará mil caminhos para fazer valer as suas faculdades numa sociedade florescente que pode suportar empregar e recompensar a sua perícia. Um comerciante estabelecido numa cidade rica e populosa pode vender a muito mais clientes do que aquele que se estabelece numa região pobre, com uma população naufragada na indolência e na apatia.
3. (…) Não se verifica um prejuízo para a indústria e produção interna ou nacional em comprar e importar bens do estrangeiro; porque nada pode ser comprado a estrangeiros a não ser com produtos nativos, os quais encontram uma janela no comércio externo. (…)
4. O mesmo princípio conduz à conclusão que o encorajamento do mero consumo não traz benefício ao comércio; porque a dificuldade subsiste em suprir os meios, não em estimular o desejo de consumir (…). Logo, deve ser o fim do bom governo estimular a produção e do mau governo estimular o consumo.
Jean-Baptiste Say, A Treatise on Political Economy, apud Henry Hazlitt, The Critics of Keynesian Economics, páginas 12 a 22-
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