Uma política económica só pode (...) designar-se de social, quando o progresso económico, um maior rendimento e uma produtividade crescente vão favorecer o consumidor.
O meio mais adequado para conseguir esse objectivo dentro de um sistema social livre é e continuará a ser a concorrência (...). A economia de mercado social obriga-me, pois, a dar toda a minha atenção e apoio à luta contra todas as tendências de formação de cartéis e contra todas as limitações da concorrência (...).
Carlo Mötteli, no trabalho intitulado «Os Sindicatos e o Sistema Económico» (...) declara com razão que o sistema económico não só tem de defender-se dos ataques dos sindicatos, como «na fábrica, o patrão, por seu lado, ainda demonstra maior desejo de cerrar fileiras contra um verdadeiro sistema de concorrência», e que a tendência para impedir a liberdade do comércio e da indústria pela formação de cartéis não é menor do que a dos trabalhadores para o colectivismo.
(...)
Declarei no «Volkswirt» de 16 de Dezembro de 1949:
«Vejo na liberdade de concorrência a melhor arma para obter, quer uma melhoria contínua dos produtos, quer uma justa distribuição do rendimento colectivo, isto é, do produto social. (...) O dirigismo patronal, a meu ver, não é menos condenável e prejudicial que o dirigismo estatal (...).»
Segundo a minha concepção, a economia de mercado social não implica exactamente a liberdade de o industrial poder eliminar a concorrência por meio de acordos de cartel; pelo contrário, ela implica a obrigação de conquistar a preferência do comprador pelos seus próprios meios, em emulação com os outros concorrentes. Não é ao Estado que compete decidir das vitórias dentro do mercado nem tão-pouco a organizações industriais como os cartéis, mas exclusivamente ao consumidor.
Ludwig Erhard, Bem-Estar Para Todos, páginas 176 a 177 e 189.
O meio mais adequado para conseguir esse objectivo dentro de um sistema social livre é e continuará a ser a concorrência (...). A economia de mercado social obriga-me, pois, a dar toda a minha atenção e apoio à luta contra todas as tendências de formação de cartéis e contra todas as limitações da concorrência (...).
Carlo Mötteli, no trabalho intitulado «Os Sindicatos e o Sistema Económico» (...) declara com razão que o sistema económico não só tem de defender-se dos ataques dos sindicatos, como «na fábrica, o patrão, por seu lado, ainda demonstra maior desejo de cerrar fileiras contra um verdadeiro sistema de concorrência», e que a tendência para impedir a liberdade do comércio e da indústria pela formação de cartéis não é menor do que a dos trabalhadores para o colectivismo.
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Declarei no «Volkswirt» de 16 de Dezembro de 1949:
«Vejo na liberdade de concorrência a melhor arma para obter, quer uma melhoria contínua dos produtos, quer uma justa distribuição do rendimento colectivo, isto é, do produto social. (...) O dirigismo patronal, a meu ver, não é menos condenável e prejudicial que o dirigismo estatal (...).»
Segundo a minha concepção, a economia de mercado social não implica exactamente a liberdade de o industrial poder eliminar a concorrência por meio de acordos de cartel; pelo contrário, ela implica a obrigação de conquistar a preferência do comprador pelos seus próprios meios, em emulação com os outros concorrentes. Não é ao Estado que compete decidir das vitórias dentro do mercado nem tão-pouco a organizações industriais como os cartéis, mas exclusivamente ao consumidor.
Ludwig Erhard, Bem-Estar Para Todos, páginas 176 a 177 e 189.
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