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Salários (1): O que é que determina o montante dos salários reais

Existe uma crença muito difundida (…) que o montante médio dos salários é, de alguma forma, resultado do “costume” ou do “poder de negociação” ou factores similares: sempre com uma vénia ao “custo de vida” e aspectos semelhantes. Logo, que um nível de salários mais elevado pode ser realizado por leis, pela fixação de um costume mais generoso, ou pelos sindicatos, ou incrementando o “poder de negociação” dos trabalhadores!

A tese apresentada neste volume é que o salário médio em qualquer país a cada momento é – para tomar de empréstimo uma expressão Pavloviana – um reflexo estritamente condicionado; que nem o capitalista, nem o empregador, que nem o assalariado, nem o sindicato, que nem o sentimento, nem a lei, têm algo a ver com a fixação deste salário; que é determinado por factores mensuráveis definidos: o produto médio por trabalhador, que, por sua vez, é rigorosamente determinado pelo montante de capital empregado na indústria, o grau de mecanização da produção e o número de horas trabalhadas.

(…)

Temos ampla evidência estatística para estabelecer as seguintes proposições:

1. Consideradas genericamente, os salários reais são determinados pelo produto por trabalhador e são uma parte fixa do valor desse produto. A não ser, então, que o valor do produto aumente, o montante dos salários reais não pode aumentar.

2. O produto por trabalhador é determinado no longo prazo pelo investimento de capital por trabalhador, o qual torna possível o uso de nova maquinaria, novos processos e novos métodos de produção.

Carl Snyder, Capitalism, The Creator, páginas 168 a 171.

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