Não podemos repartir mais riqueza do que a que é criada. A longo prazo, não podemos pagar pelo trabalho no seu conjunto mais do que ele produz.
A melhor maneira de aumentar salários é, por consequinte, aumentar a produtividade marginal do trabalho. Isto pode ser feito por muitos métodos: por um crescimento da acumulação de capital - isto é, por um aumento das máquinas pelas quais os trabalhadores são ajudados; por novas invenções e melhoramentos; por uma gestão mais eficiente por parte dos patrões; por maior indústria e eficiência por parte dos trabalhadores; por melhor educação e formação. Quanto mais o trabalhador individual produzir, tanto mais ele aumenta a riqueza da comunidade. Quanto mais produz, tanto mais os seus serviços valem para os consumidores e portanto para os empregadores. E quanto mais valer para os empregadores, tanto mais lhe será pago. Os salários reais resultam da produção, não de decretos do governo.
De modo que a orientação do governo deverá ser dirigida não a impor exigências mais onerosas aos empregadores, mas a seguir políticas que estimulem os lucros, que encorajem os empregadores a expandir-se, a investir em novas e melhores máquinas para aumentar a produtividade dos trabalhadores - em suma, a estimular a acumulação de capital, em vez de a desencorajar - e assim tanto aumentar o emprego como fazer subir as tabelas dos salários.
Henry Hazlitt, A Economia numa lição, página 151.
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