(...) Não podemos manter o preço de qualquer produto abaixo do seu nível de mercado sem provocar duas consequências a prazo. A primeira é aumentar a procura desse produto. Visto que o produto é mais barato, as pessoas não só são tentadas a comprar maior quantidade como se podem permitir fazê-lo. A segunda consequência é diminui a oferta desse produto. Como as pessoas compram mais, a oferta acumulada é retirada mais velozmente das prateleiras dos comerciantes. Mas além disto, a produção dessa mercadoria é desencorajada. As margens de lucro são reduzidas ou abolidas. Os produtores marginais são levados a desistir. Mesmo os produtores mais eficientes podem ser chamados a produzir a mercadoria com prejuízo. (...)
Se nada mais fizéssemos, por conseguinte, a consequência de fixar um preço máximo para determinado produto seria provocar a falta desse produto. Mas isso é precisamente o oposto do que os reguladores do governo originalmente queriam fazer. Pois é precisamente dos produtos escolhidos para a fixação de preços máximos que os reguladores mais querem manter um abundante fornecimento.
Henry Hazlitt, A Economia numa lição, páginas 128 a 129.
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