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Mensagens

Impostos (1): Quatro modos pelos quais um imposto é mais prejudical do que benéfico

Todo o imposto deve ser arquitectado tão bem que tire o mínimo possível do bolso das pessoas para além do que traz para o erário público. Um imposto pode tirar ou afastar do bolso das pessoas muito mais do que arrecada para o tesouro público das quatro maneiras seguintes. Em primeiro lugar, o seu lançamento poderá requerer um grande número de oficiais cujos ordenados podem consumir a maior parte do produto do imposto e cujos emolumentos podem impor outra taxa adicional sobre o povo. Em segundo lugar, pode obstruir a iniciativa das pessoas e desencorajá-las de se aplicarem em certos ramos de negócio que poderiam garantir sustento e emprego a grande número de pessoas. Enquanto obriga as pessoas a pagar, pode deste modo diminuir ou talvez destruir alguns dos fundos que poderiam proporcionar-lhes a fazer tal. Em terceiro lugar, pela confiscação e outras sanções em que incorrem estes infelizes, tentando sem êxito, evadir-se dos impostos, pode muitas vezes levá-los à ruína, e desse modo aca...
Mensagens recentes

Indíce de Liberdade Económica de 2018 da Heritage Foundation: Principais Conclusões

A liberdade económica é um elemento fundamental do bem-estar humano e uma chave vital para sustentar uma sociedade civil livre. Como demonstra o Índice de Liberdade Económica, o melhor caminho para a prosperidade é o caminho da liberdade: permitir aos indivíduos decidir por eles mesmos quais são os meios mais adequados para realizar os seus sonhos e aspirações e os das suas famílias. Na sua 24.ª edição, o Índice analisa aos desenvolvimentos de política económica em 186 países. Os países são avaliados e classificados em 12 medidas de liberdade económica que analisam o primado do Direito, o tamanho do governo, a eficiência regulatória e a abertura dos mercados. O Perfil da Liberdade Económica Global A liberdade económica beneficiou de uma retoma na maior parte das economias do mundo. A pontuação média global da liberdade económica de 61.1 é a mais alta alguma vez registada em 24 anos de história do Índice. A liberdade económica melhorou globalmente pelo sexto ano consecutiv...

Teoria do Valor (1): Primeira exposição da teoria subjectiva do valor

Um bem tem valor quando é uma comodidade e pode ser trocado no mercado.   O valor expressa sempre um juízo da estima em que algo é tido, porque uma coisa tem valor se, e só se, é desejada. Por exemplo, um milionário pode comprar um diamante por cem mil dólares e ver-se a si mesmo morrer de sede no deserto e incapaz de obter um só gole de água em troca do seu diamante, que nesse lugar carece de qualquer valor. (...) A distinção entre valor de uso e valor de troca foi primeiramente exposta por Aristóteles, foi adoptada pelos canonistas, e foi posteriormente desenvolvida pelos economistas clássicos. Valor de uso é a utilidade que uma coisa tem em si mesma. O valor de troca é o que se dará em troca dele no mercado. (...) Contudo, esta distinção é insustentável. Se é verdade que um automóvel geralmente vale mais do que uma agulha, é possível que em um caso concreto (dependente do momento e das circunstâncias) o contrário pudesse ocorrer. Um alfaiate que está necessi...

Preços (4): As duas consequências inevitáveis do abaixamento artifical dos preços

(...) Não podemos manter o preço de qualquer produto abaixo do seu nível de mercado sem provocar duas consequências a prazo. A primeira é aumentar a procura desse produto. Visto que o produto é mais barato, as pessoas não só são tentadas a comprar maior quantidade como se podem permitir fazê-lo. A segunda consequência é diminui a oferta desse produto. Como as pessoas compram mais, a oferta acumulada é retirada mais velozmente das prateleiras dos comerciantes. Mas além disto, a produção dessa mercadoria é desencorajada. As margens de lucro são reduzidas ou abolidas. Os produtores marginais são levados a desistir. Mesmo os produtores mais eficientes podem ser chamados a produzir a mercadoria com prejuízo. (...) Se nada mais fizéssemos, por conseguinte, a consequência de fixar um preço máximo para determinado produto seria provocar a falta desse produto. Mas isso é precisamente o oposto do que os reguladores do governo originalmente queriam fazer. Pois é precisamente dos produtos esc...

Concorrência (1): A importância da concorrência no mercado livre

Uma política económica só pode (...) designar-se de social, quando o progresso económico, um maior rendimento e uma produtividade crescente vão favorecer o consumidor. O meio mais adequado para conseguir esse objectivo dentro de um sistema social livre é e continuará a ser a concorrência (...). A economia de mercado social obriga-me, pois, a dar toda a minha atenção e apoio à luta contra todas as tendências de formação de cartéis e contra todas as limitações da concorrência (...). Carlo Mötteli, no trabalho intitulado «Os Sindicatos e o Sistema Económico» (...) declara com razão que o sistema económico não só tem de defender-se dos ataques dos sindicatos, como «na fábrica, o patrão, por seu lado, ainda demonstra maior desejo de cerrar fileiras contra um verdadeiro sistema de concorrência», e que a tendência para impedir a liberdade do comércio e da indústria pela formação de cartéis não é menor do que a dos trabalhadores para o colectivismo. (...) Declarei no «Volkswirt» de 16 de Dezem...

Preços (3): Como o Estado transforma uma carestia em fome generalizada

Quem se detenha a examinar com atenção a história das crises de carestia e fomes que têm afligido a Europa tanto no presente século como nos dois séculos anteriores (...) chegará à conclusão (...) de que uma carestia nunca teve origem em qualquer maquinação entre os negociantes de cereais do interior nem em qualquer outra causa a não ser numa escassez real, ocasionada, por vezes, em determinados locais, pelos estragos da guerra, mas na maioria dos casos, pela adversidade do clima, nunca tendo uma fome sido causada por outra razão que não fosse a violência do governo ao tentar, por meios inadequados, remediar as inconveniências de uma carestia. (...) Quando o governo, no sentido de remediar as incoveniências de uma carestia, ordena que os negociantes vendam o trigo a um preço que ele supõe razoável, esta facto impede-os de o trazerem para o mercado, o que poderá por vezes causar uma fome mesmo no início da estação, ou se o trazem, dão azo a que as pessoas o consumam muito rapid...

Salários (2): O que é que pode determinar salários mais altos

Não podemos repartir mais riqueza do que a que é criada. A longo prazo, não podemos pagar pelo trabalho no seu conjunto mais do que ele produz. A melhor maneira de aumentar salários é, por consequinte, aumentar a produtividade marginal do trabalho. Isto pode ser feito por muitos métodos: por um crescimento da acumulação de capital - isto é, por um aumento das máquinas pelas quais os trabalhadores são ajudados; por novas invenções e melhoramentos; por uma gestão mais eficiente por parte dos patrões; por maior indústria e eficiência por parte dos trabalhadores; por melhor educação e formação. Quanto mais o trabalhador individual produzir, tanto mais ele aumenta a riqueza da comunidade. Quanto mais produz, tanto mais os seus serviços valem para os consumidores e portanto para os empregadores. E quanto mais valer para os empregadores, tanto mais lhe será pago. Os salários reais resultam da produção, não de decretos do governo. De modo que a orientação do governo deverá ser dirigida nã...