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Mensagens

A mostrar mensagens de janeiro, 2018

Concorrência (1): A importância da concorrência no mercado livre

Uma política económica só pode (...) designar-se de social, quando o progresso económico, um maior rendimento e uma produtividade crescente vão favorecer o consumidor. O meio mais adequado para conseguir esse objectivo dentro de um sistema social livre é e continuará a ser a concorrência (...). A economia de mercado social obriga-me, pois, a dar toda a minha atenção e apoio à luta contra todas as tendências de formação de cartéis e contra todas as limitações da concorrência (...). Carlo Mötteli, no trabalho intitulado «Os Sindicatos e o Sistema Económico» (...) declara com razão que o sistema económico não só tem de defender-se dos ataques dos sindicatos, como «na fábrica, o patrão, por seu lado, ainda demonstra maior desejo de cerrar fileiras contra um verdadeiro sistema de concorrência», e que a tendência para impedir a liberdade do comércio e da indústria pela formação de cartéis não é menor do que a dos trabalhadores para o colectivismo. (...) Declarei no «Volkswirt» de 16 de Dezem...

Preços (3): Como o Estado transforma uma carestia em fome generalizada

Quem se detenha a examinar com atenção a história das crises de carestia e fomes que têm afligido a Europa tanto no presente século como nos dois séculos anteriores (...) chegará à conclusão (...) de que uma carestia nunca teve origem em qualquer maquinação entre os negociantes de cereais do interior nem em qualquer outra causa a não ser numa escassez real, ocasionada, por vezes, em determinados locais, pelos estragos da guerra, mas na maioria dos casos, pela adversidade do clima, nunca tendo uma fome sido causada por outra razão que não fosse a violência do governo ao tentar, por meios inadequados, remediar as inconveniências de uma carestia. (...) Quando o governo, no sentido de remediar as incoveniências de uma carestia, ordena que os negociantes vendam o trigo a um preço que ele supõe razoável, esta facto impede-os de o trazerem para o mercado, o que poderá por vezes causar uma fome mesmo no início da estação, ou se o trazem, dão azo a que as pessoas o consumam muito rapid...

Salários (2): O que é que pode determinar salários mais altos

Não podemos repartir mais riqueza do que a que é criada. A longo prazo, não podemos pagar pelo trabalho no seu conjunto mais do que ele produz. A melhor maneira de aumentar salários é, por consequinte, aumentar a produtividade marginal do trabalho. Isto pode ser feito por muitos métodos: por um crescimento da acumulação de capital - isto é, por um aumento das máquinas pelas quais os trabalhadores são ajudados; por novas invenções e melhoramentos; por uma gestão mais eficiente por parte dos patrões; por maior indústria e eficiência por parte dos trabalhadores; por melhor educação e formação. Quanto mais o trabalhador individual produzir, tanto mais ele aumenta a riqueza da comunidade. Quanto mais produz, tanto mais os seus serviços valem para os consumidores e portanto para os empregadores. E quanto mais valer para os empregadores, tanto mais lhe será pago. Os salários reais resultam da produção, não de decretos do governo. De modo que a orientação do governo deverá ser dirigida nã...

Salários (1): O que é que determina o montante dos salários reais

Existe uma crença muito difundida (…) que o montante médio dos salários é, de alguma forma, resultado do “costume” ou do “poder de negociação” ou factores similares: sempre com uma vénia ao “custo de vida” e aspectos semelhantes. Logo, que um nível de salários mais elevado pode ser realizado por leis, pela fixação de um costume mais generoso, ou pelos sindicatos, ou incrementando o “poder de negociação” dos trabalhadores! A tese apresentada neste volume é que o salário médio em qualquer país a cada momento é – para tomar de empréstimo uma expressão Pavloviana – um reflexo estritamente condicionado; que nem o capitalista, nem o empregador, que nem o assalariado, nem o sindicato, que nem o sentimento, nem a lei, têm algo a ver com a fixação deste salário; que é determinado por factores mensuráveis definidos: o produto médio por trabalhador, que, por sua vez, é rigorosamente determinado pelo montante de capital empregado na indústria, o grau de mecanização da produção e o número de hor...

A Lei de Say (1): a produção cria a sua procura

Um homem que aplica o seu trabalho a investir objectos de valor pela criação de uma utilidade de qualquer tipo não pode esperar que esse valor seja reconhecido e pago a não ser que outros homens possuam os meios de o comprar. Mas em que é que consistem estes meios? Em outros valores de outros produtos, frutos do trabalho, do capital ou da terra. O que nos conduz à conclusão, que pode à primeira vista parecer paradoxal, nomeadamente, que é a produção que abre uma procura por produtos. Se um comerciante dissesse, “Eu não quero outros produtos em troca das minhas mercadorias, eu quero dinheiro”, não seria difícil convencê-lo de que os seus clientes não lhe poderiam pagar em dinheiro sem que, primeiro, o tivessem obtido pela venda de quaisquer outras mercadorias que possuíssem. (…) Assim, dizer que as vendas estão fracas por causa da falta de dinheiro é fazer passar os meios pela causa (…). Não se pode dizer que as vendas estão fracas porque falta dinheiro, mas porque falta produção. (...

Comércio Internacional (1): As vantagens do comércio externo

A importação de ouro e prata não é a principal, e muito menos a única, vantagem que uma nação retira do comércio externo. Sejam quais forem os locais entre os quais o comércio externo se exerça, todos retiram dele duas vantagens distintas. Faz sair a parte excedentária da produção da terra e trabalho, para a qual não existe procura, e, em troca, traz ao país algo para o qual existe procura. Confere um valor ao que é supérfluo, trocando-o por qualquer outra coisa, que pode vir a satisfazer parte das suas necessidades e aumentar a sua satisfação. Devido a ele, a insuficiência do mercado interno não impede que a divisão do trabalho atinja em qualquer ramo particular da actividade ou manufactura a maior perfeição. Abrindo um mercado mais amplo para toda e qualquer produção do trabalho que exceda o consumo interno, vai encorajá-las a melhor as suas forças produtivas e a aumentar a sua produção anual até ao máximo e, assim, a aumentar o rédito real e a riqueza da sociedade. Adam Smith, ...

Preços (2): Controlo de preços - Como produzir excedentes e escassez

Os economistas podem não saber muito. Mas uma coisa sabemos seguramente: como produzir excedentes e escassez. Quer um excedente? Faça o governo legislar um preço mínimo , que se situe acima do preço que de outra forma prevaleceria. (...) Quer uma escassez? Faça o governo legislar um preço máximo que se situe abaixo do preço que de outra forma prevaleceria. Milton Friedman, Liberdade Para Escolher , página 272.

Estado (1): Os fins do Estado na esfera económica

No sistema de liberdade natural, o soberano está obrigado apenas a três deveres, três deveres de facto muito importantes, mas simples e acessíveis à compreensão geral: primeiro, o dever de proteger a sociedade da violência e da invasão por parte de outras sociedades independentes; segundo, o dever de proteger, na medida do possível, cada membro da sociedade da injustiça ou opressão contra si perpetrados por quaisquer outros membros da mesma, ou o dever de instituir uma administração rigorosa da justiça; terceiro, o de criar e manter determinadas obras públicas e certas instituições públicas, as quais nunca será do interesse de qualquer indivíduo ou pequeno grupo de indivíduos, criar e manter, por o lucro nunca permitir reembolsar a despesa de qualquer indivíduo ou pequeno grupo de indivíduos, embora possa muitas vezes fazer muito mais do que reembolsar essa despesa a uma grande sociedade. Adam Smith, Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações , apud Milton Fr...

Preços (1): O preço como informação

Suponha que, por qualquer razão, se regista um aumento da procura de lápis de grafite - talvez devido ao facto de uma explosão demográfica aumentar o número de inscrições nas escolas. Os estabelecimentos de retalho constarão que estão a vender mais lápis. Encomendarão mais lápis aos grossistas. Os grossistas encomendarão mais lápis aos fabricantes. Os fabricantes encomendarão mais madeira, latão e grafite - os diversos produtos utilizados para fabricar um lápis. Para levar os seus fornecedores a produzirem estes artigos em maior número terão que oferecer por eles preços mais elevados. Por sua vez, os preços mais elevados induzirão os fornecedores a aumentar a sua força de trabalho com vista a dar resposta ao aumento da procura. Para contratar mais trabalhadores, terão de oferecer salários mais elevados ou melhores condições de trabalho. Desta forma, as ondas propagam-se em círculos cada vez maiores, transmitindo a pessoas de todo o mundo a informação do aumento da procura dos lápis - ...